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O sujeito da ciência em Canguilhem

 

Anamáris Pinto
Antônio Teixeira

Os motivos que atestam a importância do pensamento de Georges Canguilhem são tão numerosos que somos obrigados, sob o risco de injustiça, a eleger alguns entre eles. Nosso ponto de eleição diz respeito à necessidade, muitas vezes despercebida, de pensar o conceito de sujeito da ciência do ponto de vista de sua expressão concreta, sem reduzi-lo a uma abstração formal. Propomos, assim, explicitar em que sentido Canguilhem nos autoriza a pensar o conceito de sujeito da ciência não a partir de uma ideia abstrata da ciência moderna, mas do ponto de vista concreto de sua representação atual no campo em que operamos, qual seja, do ponto de vista de uma biologia do mental.

Retomando o que foi discutido por nosso colega Francisco Barreto,[1] em debate recente com a filósofa Patrícia Kauark, a propósito da mecânica quântica, parece-nos particularmente importante identificar o modo de apresentação do sujeito da ciência no nível concreto da experimentação física. O interesse maior da discussão anterior foi nos indicar um meio de pensar o sujeito da ciência na aporia daquilo que Patrícia Kauark chamava de realismo da representação, ou seja, no impasse dos discursos que tratam os conceitos como representações projetivas de uma realidade exterior a ele. Haveria, ao que parece, uma necessidade cognitiva do pensamento que, por se manter no nível representacional do discurso, nos impede de nos livrarmos dos paradoxos quânticos gerados por essa necessidade representacional (tais como: “antes de se abrir a caixa, o gato de Schroedinger está e não está morto”, “a partícula quântica ocupa ao mesmo tempo dois lugares distintos no espaço”, e daí por diante). Convém, por isso, frisar que o conceito de sujeito da ciência como fator que se coloca no impasse da representação é absolutamente distinto da ideia de um sujeito empírico que se manifestaria na recusa da representação. Não é por recusar o determinismo representacional clássico, mas antes por levá-lo às suas últimas consequências que a física quântica nos permite apreender o sujeito como figura do seu impasse.

Por conseguinte, no que diz respeito à mecânica quântica, podemos e devemos pensar o sujeito da ciência no impasse da representação realista, assim como devemos e podemos pensar o sujeito, em relação ao teorema de Gödel, no impasse da formalização aritmética. Partindo dessa perspectiva, propomos tentar indicar como se pode pensar o sujeito da ciência no impasse do discurso biológico, servindo-nos do trabalho de um pensador cujo mérito foi justamente não recuar diante das consequências que esse discurso da biologia nos aporta. Não se trata, bem entendido, de uma escolha gratuita: a área em que os efeitos do discurso da ciência se apresentam de maneira mais radicalmente concreta para nossa prática é justamente essa que hoje se apresenta no programa psiquiátrico de uma biologia da realidade mental.

Conforme se tentou desenvolver em Biologia do mental e controle de gestão,[2] o sujeito da ciência sobre o qual a psicanálise opera pode ser apreendido no impasse da articulação discursiva entre a biologia do mental e sua degradação ideológica na prática da gestão. Para sustentar tal afirmação, explicitamos como a biologia do mental, tomada como representante contemporânea do cientificismo na prática psiquiátrica, se vincula à prática gestionária a partir do modo de organização da estrutura do moderno laboratório científico, tal como ela se encontra discutida por Alexandre Koyré.[3] Nossa ideia, que aqui resumimos abruptamente, é que o discurso gestionário extrai da organização do laboratório moderno os meios de exercer controle sobre a população que busca atendimento psíquico, conferindo a essa prática disciplinar uma roupagem científica. Isso se faz mediante a codificação das práticas, a tipificação dos indivíduos concernidos e a eliminação de variáveis não controláveis, com vistas a obter protocolos uniformizados de domínio e previsão dos resultados.

Conforme explicita Regnault, em seu comentário sobre o esquema óptico de Galileu, o olhar deve se reduzir a um ponto sem dimensão para a observação científica, com vistas a obter o controle das variações particulares da percepção.[4]

E de fato é assim que o laboratório científico moderno se organiza. Distintamente da oficina artesanal do alquimista, cuja prática se encontra constantemente marcada por imprecisões relativas aos equívocos ordinários da linguagem, como “fogo suave”, “agitação branda”, etc., cujos protocolos se assemelham mais a receitas de cozinha do que a uma prática de experimentação, o laboratório do químico moderno é um ambiente artificial do qual se eliminam, na descrição dos fenômenos, não somente as ambiguidades semânticas da linguagem usual como também todo tipo de variável relativa ao ponto de vista do observador que possa comprometer a uniformidade e a transmissão codificada da experiência. É assim que se constrói a ideia de um saber objetivo que visa entender a realidade tal como ela seria em si, e não como ela é segundo a perspectiva de quem a observa, mediante a eliminação das particularidades subjetivas relacionadas ao modo de apreensão individual dos fenômenos.

Tomamos a ciência, nesse sentido, como uma operação do pensamento que visa conceber seu objeto a partir da dissolução matemática de suas qualidades empíricas, mediante o apagamento de tudo que liga sua percepção à particularidade de um ponto de vista. Desse procedimento decorre a ideia de que uma biologia científica, orientada pelo ideal objetivo de neutralidade e controle do procedimento experimental, deveria tratar o fenômeno biológico mediante uma visão igualmente livre das distorções geradas pelas variações individuais das perspectivas particulares. É contra isso que certa vulgata psicanalítica de nosso tempo protesta, argumentando que a biologização do fenômeno mental, por supor essa visão objetivante herdada do discurso da ciência, deixaria de lado a dimensão da particularidade subjetiva. O problema dessa crítica é que ela geralmente confunde a exclusão do sujeito pelo discurso da ciência com essa exclusão da particularidade do ponto de vista, ao mesmo tempo em que propõe o resgate do sujeito pela psicanálise sem saber ao certo o que significa essa operação. Ao confundir a subjetividade com a particularidade do ponto de vista eliminada pelo discurso da ciência, tal crítica termina por conceber o sujeito do inconsciente na forma do sujeito psicológico empiricamente determinado por sua história pessoal.

Necessitamos, portanto, nos desfazer com urgência dessa falaciosa equação: forclusão do sujeito pela ciência = eliminação da particularidade do ponto de vista. Se com isso reafirmamos a necessidade de retomar a leitura de Canguilhem, é justamente por nela perceber um modo de conceber o sujeito da ciência que não se confunde com a apreensão do sujeito psicológico da perspectiva individual. Canguilhem nos permite ver que essa polarização do ponto de vista do sujeito psicológico nada mais é, como tentaremos demonstrar, do que um caso particular do organismo biológico. Mas de que modo, então, podemos encontrar em Canguilhem o sujeito da ciência que estamos procurando?

Antes de responder a essa pergunta, necessitamos retroceder e nos haver com o paradoxo de que o organismo que a biologia procura explicar, em seu esforço de objetividade científica, é objetivamente marcado pela ausência dessa neutralidade objetiva: todo organismo vivente é essencialmente marcado pela polarização do mundo em conformidade com o seu modo de estar, no sentido em que viver é, mesmo para uma ameba, preferir e excluir.[5] Isso não quer dizer, como afirmaram seus críticos, que Canguilhem esposaria a perspectiva do vitalismo. A polarização normativa da vida é uma necessidade fisiológica, e não uma escolha subjetiva. Mesmo o mais simples dos aparelhos de nutrição, de assimilação e de excreção traduz essa polaridade estrutural que nos conduz a afirmar a inexistência de uma indiferença biológica.[6] Vale notar que assim como para Lacan há uma correlação antinômica entre sujeito e ciência, no sentido em que o segundo termo se constitui no esforço interminável de eliminar o primeiro, haveria uma contradição irredutível entre a objetividade do mundo concebido pela ciência e a realidade objetiva do que vem a ser a organização do mundo pelo organismo vivo. Essa contradição se deixa descrever em pelo menos dois níveis:

i. Por um lado, a objetividade da ciência visa abolir todo tipo de hierarquia ontológica dos elementos, já que necessita destituir do saber os juízes de valor relacionados aos modos particulares de interpretação do mundo (para o químico, a tabela dos gases nobres é um resíduo nominal da alquimia, não há gases nobres e gases vis). Por outro lado, a realidade do ser vivente é objetivamente impensável sem atribuir-lhe a ideia do julgamento valorativo.

ii. Por um lado, o saber da ciência se constrói sobre a base de um universo radicalmente descentrado, não orientado por um eixo principal, como a figura kepleriana da elipse metaforiza. Por outro lado, a biologia necessita pensar o vivente como radicalmente centrado, radicalmente preso ao centramento da norma e do sentido. Todo ser vivo é um centro porque constitui um meio normatizado, no qual a apreensão da natureza se orienta por uma necessidade vital.

Como se pode notar, o centramento normativo do mundo pelo ser vivente, longe de ser um apenas um erro de perspectiva a ser corrigido pelo saber da ciência, antes se coloca como objeção à ideia que a ciência faz do real em sua descrição unívoca, independentemente da pluralidade das perspectivas. A pluralidade dos viventes atesta a pluralidade dos mundos, assim pensados como lugares de sentido ou centramentos configurados em torno de normas específicas. Mas vale lembrar, como adverte Canguilhem, que os meios particulares dos organismos não se encontram situados no meio universal da ciência como um conteúdo em seu continente. Não há continuidade entre um e outro. Donde se explica a insuficiência da biologia médica que, para se submeter ao domínio das ciências físico-químicas, visa eliminar qualquer consideração de sentido em relação ao meio do homem.

Um centro é, portanto, para cada organismo, uma perspectiva própria, irredutível, que não se resolve em seu ambiente. Dali resulta o conflito dos absolutos descrito por Canguilhem e retomado por Badiou, relativo ao fato de que aquilo que é tomado como diferença no real para cada organismo, longe de se conformar à univocidade de uma equação matemática, como quer a ciência, varia completamente conforme o lugar desde onde o real é captado. Não há, portanto, sentido em se classificar ou comparar os meios dos viventes, do ponto de vista do universo da ciência: o meio dos valores sensíveis e técnicos do homem não tem em si mais realidade do que o meio próprio da toupeira ou da ratazana cinza.

É interessante notar que, se o universo sobre o qual se funda o pensamento científico se coloca indiferente aos apelos do homem pelo sentido do mundo, conforme formulara Pascal a propósito do silêncio eterno dos espaços infinitos, na perspectiva contrária do centramento do mundo pelo organismo, é o ser vivente que se coloca indiferente ao meio universal da ciência. Tal é o caso, ilustrado por Canguilhem, da fêmea do carrapato, que se desenvolve às custas do sangue quente dos mamíferos, indiferente a qualquer outro estímulo. Após a cópula, ela sobe até a extremidade de um ramo de árvore e espera, ali podendo permanecer por 18 anos. Quando um animal passa sob a extremidade da árvore, ela então se deixa cair. Os únicos estímulos que a guiam são o aroma de manteiga rançosa que emana das glândulas cutâneas do animal, num primeiro tempo, e a temperatura do sangue, posteriormente. Afora isso, por um tempo considerável, a fêmea do carrapato é indiferente a todas as demais excitações do meio.

Conforme se vê, a fêmea do carrapato, pensada objetivamente, não dá a mínima para a objetividade científica. Não existe vínculo natural entre a concepção do universo da ciência e a percepção normativa do mundo pelo vivente. Nós modernos sabemos disso, nós que renunciamos à harmonia dos dois absolutos, já que o passo propriamente moderno foi justamente o de romper com as bodas imaginárias dos absolutos (vide Koyré: Do mundo fechado ao universo infinito). É precisamente por essa razão, que o conceito de sujeito da ciência é um conceito exemplarmente moderno: é próprio ao pensamento moderno expor o conflito dos absolutos. O sujeito moderno que, segundo pensamos, é o sujeito da ciência com o qual temos que nos haver, não deve ser identificado ao absoluto do mundo particular por oposição ao absoluto do universo científico. Esse é o sujeito psicológico do ponto de vista. Ele não é um dos polos do conflito, já que, como nota Badiou, ele é o próprio conflito, a resistência de uma parte à outra, o enigma de sua discordância. Por isso, todo tratamento biológico, por mais cientificamente testado que seja, necessita considerar o modo pelo qual o sujeito se anuncia como resistência a essa objetivação científica. Para além do problema físico-químico que o acomete, o sujeito é uma aflição a ser socorrida conforme o sentido particular de sua experiência.

O sujeito moderno da ciência se manifesta como uma figura essencialmente desarmônica, especialmente patente na biologia pensada por Canguilhem. Assim, se por um lado, a biologia participa, em sua aliança com a ciência, de uma visão da natureza indiferente ao centramento do meio humano, por outro, ela nem por isso desconsidera que a vida humana necessita construir, no seio dessa natureza indiferente, uma contranatureza que a ela responda. A melhor ilustração dessa contradição é a anedota do cientista que conserva uma ferradura em sua sala de trabalho: “eu não creio que isso dê sorte, mas dizem que dá sorte mesmo a quem não acredita”. O físico que evita viajar de avião para congressos em dias ímpares, ou que bate três vezes sobre a mesa do laboratório, quando angustiado por algum mau presságio, mesmo sabendo, cientificamente, que a natureza da madeira ou o calendário não responde a seus apelos, ainda assim age como se estivesse movido pela ideia de uma sobrenatureza que seu centramento humano insiste em convocar no interior da natureza indiferente.

Vimos, na discussão conduzida por Patrícia Kauark, que o pensamento representacionista, que tenta fazer corresponder a realidade ao conceito, se choca com o impasse, exibido pela física quântica, de um real que não se deixa representar. Poderíamos daí concluir que a distorção do pensamento se encontra no fato da representação. Mas não creio que devamos tratar esse modo de funcionamento cognitivo como um simples erro a ser corrigido pela visão da ciência. Poderíamos, por exemplo, argumentar que talvez nosso pensamento não seja feito para funcionar num universo quântico, que talvez haja uma verdade de nossa condição biológica expressa na insistência desse erro. Conforme insiste Canguilhem,[7] o vivente é quem prescreve o pensamento do vivente; é porque sou vivente que devo buscar na vida a referência da vida. Assim como faz parte do centramento da fêmea do carrapato orientar-se pelo calor do sangue e pelo aroma de manteiga rançosa que emana da pele de um mamífero, faria parte do centramento humano orientar-se pela especularidade representacional em razão do transitivismo ao qual a prematuridade biológica nos destina. Ao projetar nossa unidade na imagem do espelho, nossa prematuridade neurológica nos conduz a centrar o mundo na dimensão especular do conhecimento que visa reproduzir no pensamento a representação simétrica do objeto pensado.

Mas desse ponto de vista, nada nos distingue, qualitativamente falando, da ratazana, da toupeira ou da fêmea do carrapato. Nosso centramento psicológico do mundo nada mais é do que um caso particular de centramento biológico; ele tem tanta realidade quanto o centramento biológico dos demais seres viventes. E, no entanto, sabemos que algo a mais se produz no nível da condição humana, que nos diferencia dos demais viventes. O que nos distingue, escreve mais uma vez Canguilhem,[8] não é nosso centramento: o que nos demarca é nossa capacidade de nos deslocarmos, de mudar de centramento, em razão não somente de nossa possibilidade de nos descentrarmos, mas também do fato de que não nos satisfazemos com os sentidos que encontramos nos diversos centramentos. Se nosso poder de revisão das normas centradas tem no deslocamento seu método obrigatório, a insatisfação do sentido é a condição propriamente humana que nos coloca constantemente a mudar de centro.

O leitor poderia objetar, no entanto, que a possibilidade do descentramento absoluto atestado pela ciência moderna, longe de ser um dado estrutural do pensamento humano, seria, justamente por ser moderno, um fato historicamente datado, um fato relacionado, enfim, às determinações contingentes de nossa condição de seres viventes. Mas não cremos que isso seja tão verdade assim. É engano considerar o descentramento da ciência moderna como fenômeno historicamente datado. Se a física moderna pôde proceder a uma dissolução absoluta do centramento humano, ela o fez na condição de física matemática, ou seja, pela capacidade do pensamento se articular à matemática. Por mais relativistas que sejamos, nossa capacidade imemorial, a-histórica, de descentramento se atesta nos teoremas da matemática, cuja validade permanente se deve à possibilidade que nela encontramos de nos distanciar dos pontos de vistas ou das opiniões. Não existe opinião matemática, assim como não há história que altere a exatidão do pensamento matemático na variedade dos centramentos subjetivos.

Considerar, portanto, que o sujeito da psicanálise é o sujeito da ciência, partindo da referência à biologia pensada por Canguilhem, significa admitir que, embora a psicanálise valorize a história ou o centramento subjetivo particular de cada um, ela não visa localizar nos sentidos particulares de uma história o essencial da singularidade subjetiva. Se a psicanálise opera com o discurso da ciência é por perceber, em sua possibilidade de absoluto descentramento, o sujeito como dimensão singular que se desloca das determinações de sentido que seu contexto produz. Assim, a singularidade do sujeito deixa de ser uma expressão puramente retórica para se tornar aquilo que emerge concretamente no intervalo entre o absoluto da ciência e o absoluto dos centramentos particulares. É por essa capacidade de descentramento que o sujeito pode romper, em sua singularidade, com o enredo das condições particulares de sua história de vida. Por isso, a construção fictícia de um devir possível não é mais feita para contestar no passado a realidade de seu curso. Muito pelo contrário, ela coloca em evidência seu verdadeiro caráter histórico na relação com a responsabilidade dos homens, quer se trate de cientistas ou de políticos; ela purifica a narração histórica de tudo o que poderia ser tomado como um ditado da Fatalidade.

Derivas analíticas agradece a Anamáris Pinto e a Antônio Teixeira por esta preciosa colaboração.

Anamáris Pinto é psicanalista, membro correspondente da EBP-MG, mestre em psicanálise pela Programa de Pós-Graduação em Psicologia da FAFICH-UFMG.

Antônio Teixeira é psicanalista, membro da EBP-AMP, professor da FAFICH-UFMG.

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Notas

[1] Intervenção de Francisco Paes Barreto e Patrícia Kauark: O real sem lei da ciência, realizada em 20 ago. 2014, na atividade da Biblioteca Aílson Braz Sena, da EBP-MG.

[2] PINTO, 2013.

[3] KOYRÉ, [19--]. p. 57-89.

[4] REGNAULT, 1986, p. 141.

[5] CANGUILHEM, 2009.

[6] PINTO, 2013, p. 31.

[7] CANGUILHEM, 2009.

[8] CANGUILHEM, 2009.

 

Referências

CANGUILHEM, G. La connaissance de la vie (1966). Paris: Librarie Philosophique J.VRIN, 2009.

KOYRÉ, A. Galileu e Platão (1943); Do mundo do “mais ou menos” ao universo da precisão (1948). Tradução de Maria Teresa Brito Curado. Lisboa: Gradiva, [19--]. p. 57-89.

PINTO, A. Biologia do mental e controle de gestão: em que Canguilhem permite pensar o biológico do ponto de vista de uma teoria do sujeito. Belo Horizonte, FAFICH-UFMG, 2013. Disponível em: <http://www.clinicaps.com.br/clinicaps_pdf/Biologia-do-mental-e-controle-de-gestao.pdf>.

REGNAULT, F. El ojo del lince. In: ______. Dios es inconsciente. Buenos Aires: Manantial, 1986. p. 103-131.

 

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