O tempo e a borracha

Entrevista com Conrado Almada

 


Conrado Almada desenhando ao redor da porta em sua produtora


O desenhista, videomaker e publicitário Conrado Almada, que tem trabalhos premiados em diversos festivais nacionais e internacionais, conversou com Derivas Analíticas sobre sua trajetória como artista, sua relação com o desenho e com o tempo. No bate-papo, Almada fala sobre duas decisões que tomou ainda na infância: não usar régua nem borracha para desenhar. Segundo ele, esses foram os “pilares de criação” que conferiram identidade ao seu traço. O artista conta ainda como foi aos poucos deixando de lado o apego por seus desenhos, antes guardados em seus caderninhos moleskines, até conseguir expô-los. Hoje ele tem o hábito de desenhar e publicar diariamente seus trabalhos no Instagram <instagram.com/conradoalmada>.

D.A.: A arte tem uma importância toda especial para a psicanálise. Os psicanalistas estão sempre intrigados e fascinados pelos artistas, perguntando-se em que consiste esse “saber fazer” de cada um. Por isso, gostaríamos de lhe agradecer por essa entrevista na qual nos colocamos como aprendizes. Vamos começar perguntando sobre seu trabalho e seu percurso profissional. Como surgiu o interesse pelo desenho?

Conrado Almada: As minhas primeiras memórias de infância são muito ligadas ao mundo que eu percebia, mas também às imagens que eu sempre fiz. Minha vida inteira foi fazer imagem. Foi construir imagem. Obviamente, primeiro, o desenho. Não só construir imagem como consumir imagem. Claro, todo mundo abre os olhos, e cada um liga a sua câmera durante muitas e muitas horas por dia. Mas tem uma coisa que é você ter o interesse pela construção de imagem. É claro que muita gente gosta de ver filmes, mas quem tem interesse pela produção de um filme vê aquilo de uma forma um pouco diferente. Você assiste sempre pensando em como é que se faz. Eu vejo sempre um quadro. Certamente, também me deixo levar pela história. Mas, às vezes, quando o negócio é muito dramático e dá aquele aperto no coração, eu penso: “Espera aí, como é que foi feita essa fotografia?”. Já estou trabalhando isso na análise [risos]. Enfim, minha vida sempre foi pensar em imagens, em fazer imagens. Isso eu carrego e parece que vou carregar para sempre. Nasci fazendo imagens e espero morrer fazendo imagens, quaisquer que sejam elas. Especialmente o desenho, eu nunca largo. É impossível para mim. Desenho todos os dias da minha vida − e são muitos dias, eu tenho 35 anos.

Sempre produzi imagem parada. Mas, por assistir muito desenho animado quando criança e depois filmes, videoclipes, me identifiquei muito com esse formato da imagem em movimento. Aí passei a ter interesse também por produzir esse tipo de imagem. Há uma diferença que é interessante: quando você produz uma imagem parada, por exemplo, um desenho, a pessoa que vê a imagem é quem estabelece o tempo dela em relação àquela imagem. O tempo de construção dela, da imagem. Já quando você faz uma imagem em movimento, é o autor que estabelece isso, e aí quem está vendo a imagem fica um pouco refém do tempo determinado pelo autor. É esta a diferença: a relação com o tempo. Você pode rever um filme, mas aquela cena sempre vai ter dez segundos. Com relação a um quadro, como a Monalisa, por exemplo, cada pessoa que vê estabelece seu próprio tempo de absorção. Essas duas coisas entraram na minha vida: a imagem em movimento (que entrou depois) e, desde sempre, a imagem parada. Tudo o que eu fiz até hoje foi em cima disso. Nunca fiz outra coisa que não fosse ligada à imagem. Tive uma experiência fora do Brasil, na Itália, durante dois anos, quando fiz um estudo em torno do audiovisual.

Praça de São Marcos, Veneza. Conrado Almada.

D.A.: Quais são suas maiores influências?

Conrado Almada: Minhas maiores influências vieram do desenho. É o que mais mexe comigo, mas também do cinema e da literatura. Talvez o nome esteticamente mais importante seja o de um caricaturista aqui de Belo Horizonte chamado Cau Gomez. Ele foi chargista do jornal Hoje em Dia por muito tempo, depois se mudou para a Bahia. Eu devia ter uns doze anos e foi completamente por um acaso que conheci o trabalho dele. Esse, então, é o meu grande herói das imagens, mais do que qualquer outra pessoa. Claro que eu também segui de perto “os grandes”: Leonardo da Vinci, Michelangelo [risos], mas eu prefiro o Cau Gomez. Vi que ele tinha alguma coisa diferente, um poder diferente na imagem parada. Depois, eu o conheci, somos amigos e é um dos poucos caras que eu tieto.

Palhaço. Cau Gomez

 D.A.: Voltemos ao desenho. Como é isso, essa necessidade de desenhar desde sempre?

Conrado Almada: Isso é engraçado. Vocês penteiam o cabelo praticamente todos os dias, não é? Para mim, é isso. Eu nem penso para desenhar. Mas claro, às vezes recebo encomendas e me proponho fazer exposições. Mas não consigo não desenhar. Tenho um apego louco, não consigo jogar fora um desenho meu. Foi muito difícil para mim, inclusive, fazer uma exposição. Mas depois que fiz a primeira, pensei: “Meu Deus, que bobo que eu era”. Achei muito mais legal ver um trabalho meu na casa de outra pessoa, o que vai gerar uma emoção ou nenhuma em alguém. Não importa! Saiu! Saiu. Emancipou, eu acho. Fez dezoito anos e saiu.

D.A.: Tem vida própria.

Conrado Almada: É! E isso é ótimo! Há uns três anos, especialmente depois que comecei a usar o Instagram, aconteceram umas coisas loucas. É legal você ter esse contato na internet. Hoje existem exatamente 68 mil pessoas que me seguem no Instagram. Esse número foi aumentando e, à medida que aumentava, eu me perguntava o que é que estava acontecendo. Pensei: “Pô! legal, as pessoas estão gostando”. E aí foi aparecendo gente de tudo quanto é canto do mundo. Eu costumo postar uma imagem todos os dias; mas houve uma vez em que se passaram cinco dias sem que eu tivesse uma imagem para postar. Aí resolvi perguntar: “Eu tenho uma curiosidade: de onde vocês são?”. Essa pergunta gerou mais de 1.600 comentários. Todo mundo respondendo: “Eu sou da Irlanda do Norte”, “Eu sou do Kwait”. Kwait? Kwait! Gente, vocês não imaginam quantos seguidores eu tenho no Kwait. Indonésia. Tinha um cara que era do Iêmen. Iêmem. Instagram no Iêmem. Jordânia. De repente, um de Israel. Abaixo, um americano. Depois, um africano. É uma dimensão engraçada porque você vê sua arte sendo disseminada de um jeito bem diferente. A imagem na tela de um celular é pequena, então, a princípio, a pessoa vê uma foto pequena, mas é muito rápido. Tem trabalho em que as pessoas só correm o dedo, nem olham direito. Batem os dois dedinhos ali e passam para a próxima. Tem gente que me manda e-mail porque quer de todo jeito aquela imagem em sua casa, quer o original. Tem gente que se contenta com a cópia, tem gente que reproduz, tem gente que tatua. É muito doido. Tatuam. Já recebi várias fotos de tudo quanto é canto: “Acabei de tatuar um desenho seu... Nem te pedi, desculpa”. Eu falo: “Não, bora. Tá aí”. Enfim, apesar do audiovisual, o desenho certamente ocupa para mim, hoje, esse lugar profissional. A minha base de imagem é o desenho. Quando vejo uma câmera e faço um enquadramento, é como se fosse uma folha em branco.

D.A.: Observando seus desenhos, chama a atenção um certo humor. Gostaríamos de saber se para você há mesmo humor em sua obra e se isso tem uma função.

Conrado Almada: Acho que a história do humor… Meu traço… Meu pai é arquiteto. E, é claro, é funcional. As coisas têm que ter estrutura. O arquiteto tem que ter aquele casamento com a engenharia. E a arquitetura é muito baseada em retas. Tenho uma lembrança do escritório do meu pai de quando eu era pequeno: lá havia muitas réguas. Tinha réguas gigantes, réguas pequenininhas. Hoje meu pai já está mais velho, mas continua produzindo. Mas houve uma época em que ele era o arquiteto da cidade. Ele era muito bem-sucedido. Como as pessoas viam que eu desenhava desde sempre, falavam: “Ah, vai ser igual ao pai”. E mesmo sendo uma criança, aquilo me incomodava um pouco. Eu pensava: “Meu pai já é meu pai e eu sou eu. Então, não vou desenhar com régua”. Lembro que isso foi uma decisão infantil. “Vou desenhar, porque é o que eu gosto, mas não vou desenhar com régua”. A partir daí já começa a vir um humor em meu traço. O que eu quero dizer: o meu traço nunca é reto. O meu traço é sempre torto. As coisas são um pouco deformadas, o traço é mais sujo. Outra coisa engraçada é que o meu pai também é muito perfeccionista. Aquela coisa numérica, de arquiteto. Diante disso, decidi: “Cara, eu não vou usar borracha. O que eu traçar está traçado. Não tem volta” [risos]. De uma forma muito infantil, esses foram os meus pilares de criação. Quero dizer: era o traço acontecer ali, do jeito que fosse. Eu não gostava de copiar. Isso tinha a ver um pouco com meu nome também. Todo mundo na minha época tinha nomes “normais”, e eu chamava Conrado. O que é que eu faço com isso? Decidi: “Tudo bem, meu nome é diferente, então vou fazer um negócio diferente”.

Cadeira de escritório. Conrado Almada.

Voltando ao humor, eu diria que sempre gostei muito da figura humana, de rosto. Tenho uma memória fotográfica e fisionômica grande. Eu me lembro das pessoas. Acho o traço caricato mais interessante porque a caricatura fala muito do caricaturado, mas muito também de quem faz a caricatura. Artisticamente falando, acho muito mais interessante um trabalho que não se contenta apenas com a reprodução da realidade. Já vivemos na realidade: a gente encosta nas coisas, cai, é atropelado, chora. A realidade já está aí. Acho que a arte te dá margem justamente para você ter outra experiência que não seja só uma reprodução fiel. Acho isso [a reprodução fiel] pouco. Existem retratistas maravilhosos que reproduzem as mesmas proporções, só que com estilo. Aí já aparece a questão do traço, do estilo. E o meu caiu pra essa coisa de caricatura, humor, ironia.

Dom Corleone, personagem do filme O poderoso chefão. Conrado Almada.


Marla, personagem do filme Clube da luta. Conrado Almada.

D.A.: Parece que você ressalta um humor que é próprio da condição humana. É como se você transformasse a banalidade da vida cotidiana em outra coisa.

Conrado Almada: Adoro a rua. Durante um dia basicamente eu me divirto muito. Gosto de ficar imaginando situações do tipo: “O que será que teria acontecido se fulano não tivesse atravessado a rua?” Às vezes, me canso de mim mesmo. Fico pensando o tempo inteiro em cenas, em situações. Porque eu gosto de cenas, de contar histórias.

D.A.: Você acha que sua inspiração vem desse imaginário também?

Conrado Almada: Às vezes, eu me coloco o desafio de tentar me inspirar com nada. Pego umas coisas idiotas e tento achar uma inspiração em algo que está perdido ali. Acho mais interessante do que desenhar a explosão do World Trade Center, por exemplo. A coisa em si já é muito grandiosa, um acontecimento. O que é esplendoroso já é esplendoroso. Volta e meia eu retrato coisas assim também, mas gosto muito de ver aquela zona cinza. Às vezes fico olhando para um prédio sem graça ali, na vizinhança e penso: “Alguma coisa acontece aqui”. E fico tentando buscar inspiração onde ela aparentemente não existe. Na verdade, até em outros trabalhos, como os clipes que eu faço, isso foi virando minha marca: tentar ir na contramão do que já funciona.

Gotinha azul. Conrado Almada.

D.A.: Quando vimos alguns dos seus desenhos, o que chamou a atenção foi essa coexistência de algo artesanal com algo tecnológico. Em muitos de seus desenhos, você retrata máquinas, engenhocas. Parece que há algo em comum em seus trabalhos, que é esse ponto da gambiarra, de uma solução improvisada. Você poderia falar um pouco disso?

Conrado Almada: Abandonar a borracha tem a ver com me deixar tropeçar. Encontrar um caminho nos meus próprios erros ou a partir deles. Eu acho digna essa coisa de “errei, deixa eu apagar e tentar de novo”. Mas essa busca pela perfeição não tem a ver comigo. Sempre achei muito mais interessante o erro me levar para uma nova coisa. Por exemplo, vou desenhar e aí faço um olho esticado demais. Se o olho esticou demais, então tenho que puxar a testa pra cá, fazer o nariz mais assim. Aí, no final, eu falo: “Ué, tá diferente!”. É engraçado que meu estilo sempre se encontrou nos erros. Filmagem é diferente porque tem muito planejamento, mas, mesmo filmando, sempre deixo aquela parcelinha ali e penso: “Deixa eu ver o que vai acontecer”. Dar uma brecha para o inesperado. Acho legal construir em cima da surpresa. O resultado fica vívido.

Gandhi. Conrado Almada.

D.A.: Achamos interessante você dizer que a imagem sempre esteve ali. Você abre o olho e a imagem já está ali. É um momento anterior às memórias das réguas no escritório de seu pai. Mas parece que há um movimento seu de tentar capturar a imagem. Parece que houve uma virada em seu percurso: se, num primeiro momento, você guardava essas imagens para si, nos seus caderninhos, chegou um momento em que você decidiu expô-las. Você se sente, digamos, responsável por essas imagens?

Conrado Almada: O evento do Charlie, por exemplo, retratou o poder das imagens desenhadas. A leitura que fiz do evento é que foi uma atrocidade. Não há nada que justifique o que aconteceu. Sou a favor da liberdade de expressão, mas fiquei pensando: por que foram à redação no dia da pauta e mataram os desenhistas nome a nome? Eles não entraram no metrô de Paris na hora do rush e estouraram uma bomba porque os caricaturistas do Charlie ofenderam Alá. O ataque foi muito direcionado, muito específico. Fiquei bem envolvido com esse acontecimento pelo fato de eu desenhar. Pesquisando, descobri que, em 2005, o jornal estava muito mal das pernas, prestes a fechar as portas e, para atrair mais leitores, decidiram fazer as charges. Analisando friamente, acho as charges de péssimo gosto. É claro que não estou justificando a ação dos terroristas, mas achei as charges muito grosseiras, desrespeitosas. Considero que nasceram não de uma expressão artística ou de uma crítica, mas de um interesse comercial. Acho que responsabilidade é ser responsável pelo que você fala. Os desenhistas do Charlie foram responsáveis, na medida em que sabiam que uma retaliação poderia acontecer, mas não tiveram controle sobre o outro. A imagem tem uma força. Política, artística, poética. E a gente tem uma certa responsabilidade por isso. Há um ano, decidi fazer um desenho de Meca. Eu achava muito impressionante a imagem de Meca em si, das centenas de muçulmanos dando voltas em torno da pedra. Embora o desenho não tivesse nada demais, antes de postar no Instagram, tomei um cuidado: perguntei para alguns islâmicos o que eles achavam daquela imagem e eles gostaram. Então, postei e fiquei impressionado com a repercussão. Quando fui ver, tinha postado a imagem exatamente no dia do maior ritual religioso que acontece em Meca.

Meca. Conrado Almada.

D.A.: Chamou muito nossa atenção uma entrevista em que você fala sobre a questão do tempo. Com relação à qualidade da imagem, você aponta que o recurso digital já superou o analógico. Antes existia uma limitação. Você sabia que você tinha aquela quantidade de rolos de filme para gravar e, portanto, era preciso pensar a imagem. Não se contava com recursos ilimitados. Diante de uma limitação, a captura que se faz mais responsável. Gostaríamos de saber como essas questões do analógico e do digital se imprimem no seu trabalho.

Conrado Almada: Acho ótima essa colocação porque nós todos aqui experimentamos isso. Por exemplo: todo mundo aqui tem uma câmera no celular. De uma forma geral, fazer imagem ficou muito acessível. Em um determinado momento da história do cinema e da fotografia, surgiu essa facilidade. Lá no início, tirar foto era muito difícil. As câmeras eram imensas. O processo era caro e demorado. Acredito que haja uma certa “artesanalidade” no meu trabalho para tentar frear um pouco minha expectativa, minha ansiedade. Hoje, muitas vezes desenho no papel e finalizo digitalmente. Estou cada vez mais na marcha a ré justamente por causa da minha aflição com relação à digitalização do mundo e à forma como isso se reflete na relação entre as pessoas. Enquanto um cardume de peixes está indo todo para um lado, quando você vai para o outro, você leva a chance. E isso tem a ver, mais uma vez, com essa decisão superpessoal de não usar borracha. Descobri aí uma forma de me encontrar artisticamente. Quero cada vez mais usar bico de pena e tinta, que dá mais margem para a lambança [risos] para tentar pelo menos estar tranquilo com o meu tempo e levantar minha bandeirinha de paz nesse mundo louco. É uma busca que tenho.

Conrado Almada desenhando ao redor da porta em sua produtora.

 

Agradecimentos

A Escola Brasileira de Psicanálise (Seção MG) e a revista Derivas analíticas agradecem a Conrado Almada pela disponibilidade e generosidade na concessão desta entrevista. Mais uma vez, o artista nos contempla com seu traço e nos dá o privilégio de adentrar os meandros da criação artística e vislumbrar a singularidade de um savoir-faire.

Nascido em Belo Horizonte, em 1979, Conrado Almada desenha desde criança. Aos 12 anos ganhou uma câmera e começou suas primeiras experiências com vídeo e animação. Em 1998 criou o Estúdio Mosquito, onde desenvolveu diversos trabalhos nas áreas de cinema, vídeo, ilustração e design gráfico. Formou-se em Comunicação Social pela PUC Minas em 2002. Trabalhou por dois anos na Itália, na Fabrica (<http://www.fabrica.it>), o centro de pesquisas e comunicação do Grupo Benneton, desenvolvendo projetos audiovisuais para diversos clientes, como Warner Music, EMI, Sony Music, Converse, ONU, Unicef, entre outros. Vários de seus trabalhos gráficos, de cinema e de vídeo foram selecionados e premiados em diversos festivais e mostras audiovisuais pelo mundo, incluindo Videoex Suíça, San Francisco Film Festival and UCLA, Video Brazil International Art Festival SP, Latin American DigiFest, JVC Video Festival Tokio, Japão, Week of Design Milan, Italy e VMB-MTV. Atualmente dirige filmes publicitários e videoclipes para bandas e cantores – Capital Inicial, Erasmo Carlos, Jota Quest, Pato Fu, Sandy e Skank – pela produtora Brokolis do Brasil, onde desenvolve também projetos autorais em cinema. Foi convidado por Selton Mello para fazer os créditos de abertura de seu filme O Palhaço. Paralelamente à sua carreira no audiovisual, Conrado desenvolve projetos nas artes plásticas, tem feito exposições e participado de publicações diversas. Hoje sua conta no Instagram, dedicada exclusivamente a seus trabalhos gráficos, tem mais de 73.000 seguidores de todas as partes do mundo.

Realização

Camila Nuic, Cecília Lana e Júlia de Sena, analistas em formação, sempre. Cada uma, à sua maneira, tentando aprender a usar menos a borracha, fazendo uso do inesperado para seguir um caminho singular, à deriva.

 

 

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